Hoje fui a uma festa bacana! Coloquei óculos de festa vermelho e mais um acessório no pescoço. Sorri, comi pizza e tomei refrigerante! Ao final, comi bolo de noiva e peguei uma carona pra casa. Estou aqui tão leve que só tenho a agradecer. E digo, obrigada! Chegando em casa decido três coisas: tomar banho, falar com a cachorra que adotei e ligar o computador.
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31 de dezembro de 2015
6 de fevereiro de 2013
Expectativa para o Carnaval
Não falo do carnaval deste ano, mas de todos os que estão por vir. Vai ser sempre assim: agitado, ansioso, contagiante. Sim, porque mesmo aqueles que não participam da festa pensam um dia em brincar nos blocos de rua. Ou mesmo aproveitar o carnaval de outra maneira: um retiro espiritual, um tempo em casa o dia todo descansando, um motivo para reunir a família: tudo isso faz parte da expectativa criada em cima do carnaval.25 de outubro de 2012
A Cartomante e o Homem do Futuro
Durante este tempo, eu ainda estava morando próximo à beira do cais, no Recife Antigo, e ainda mantinha a ideia do bem-viver como algo que purificava o espírito. Conservava a alma com a pureza do ar que, naquele tempo, se podia respirar tranquilo. Era noite, o Recife mantinha a calmaria marítima da noite e o cais, obscurecido, era agitado apenas pela passagem dos trabalhadores e visitantes do lugar. Mas algo chamava a atenção: a mulher de cabelos compridos e batom vermelho reluzente sentada no batente próximo ao galpão de carga e descarga. Parecia muito pensativa.
2 de julho de 2012
Na Areia do Além Mar
Por Jack Borandá e Edilma Maria
Ofereço ao meu amigo Jack Borandá
por ter me convidado para participar deste belo escrito.
Não me conheces verdadeiramente, mas estou em tuas preces solares/invernia à beira mar. Não me conheces, mas me enfeitas com flores nativas como se eu fosse teu encanto por Iemanjá. Não me conheces, mas eu teu ser sou o teu mundo desconhecido e evoluído que espraias em ondas cinzas de inverno.15 de fevereiro de 2012
Carnaval Tem Sempre
"A La Ursa quer dinheiro, quem não dá é pirangueiro!"


Ouvi o barulho e, por um instante, fiquei imóvel. Era inevitável, o carnaval havia chegado e eu precisava agir. Fechei o livro e guardei-o na estante, fui até a janela e. E Quando abri um dos lados, me surpreendi: tamanha magia. Como num sonho, me deparei com uma grande multidão que cantava em uníssono: “E, Recife, adormecida, ficava a sonhar ao som da triste melodia”. Longe da tristeza, mãos nas alturas, roupas coloridas, embalo musical: a multidão estava eufórica. Não, não era sonho. Era uma grande elevação; ou melhor, um domínio. Um domínio do corpo e da alma porque o meu eu era força; o meu sangue fervia, meus pés ardiam. E, naquele momento, eu era o frevo; eu tinha o frevo nos pés, o batuque dos tambores nos ombros e nas mãos. Eu era toda Nordeste. Nordeste em cores e, pra onde eu me virava, carregava no peito a alegria de morar numa cidade linda chamada Recife. Recife pintada em sonhos, em histórias: recife português e holandês. De todos os dias, de todos os ritmos e de fantasias: era carnaval. “É pirangueiro! É pirangueiro!”, gritavam as crianças quando um bom vizinho não dava dinheiro. Era o som do carnaval de rua, o melhor de todos. E cada canto tinha sua peculiaridade e tudo se misturava numa grande festa. A festa de rua.
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