De repente, várias pessoas se amontoaram em frente à roda gigante: todos queriam ver o fenômeno que, em breve, apareceria no céu. Outra camada, além daquele azul que vemos todos os dias, ia se abrir e, em poucos dias, o amor iria desaparecer por completo da vida dos seres humanos. Foi então que ele me disse: “Durma, tenha um longo sonho e me encontre na rua dos trilhos às 23h00. Quando me encontrar seja doce. Seja doce e me peça para chegar mais perto de você e derrame sobre mim todo sentimento. Me peça pra ficar, não importa o sentido”.
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23 de setembro de 2013
Ensaio - Amor em Sonho
De repente, várias pessoas se amontoaram em frente à roda gigante: todos queriam ver o fenômeno que, em breve, apareceria no céu. Outra camada, além daquele azul que vemos todos os dias, ia se abrir e, em poucos dias, o amor iria desaparecer por completo da vida dos seres humanos. Foi então que ele me disse: “Durma, tenha um longo sonho e me encontre na rua dos trilhos às 23h00. Quando me encontrar seja doce. Seja doce e me peça para chegar mais perto de você e derrame sobre mim todo sentimento. Me peça pra ficar, não importa o sentido”. 6 de fevereiro de 2013
Expectativa para o Carnaval
Não falo do carnaval deste ano, mas de todos os que estão por vir. Vai ser sempre assim: agitado, ansioso, contagiante. Sim, porque mesmo aqueles que não participam da festa pensam um dia em brincar nos blocos de rua. Ou mesmo aproveitar o carnaval de outra maneira: um retiro espiritual, um tempo em casa o dia todo descansando, um motivo para reunir a família: tudo isso faz parte da expectativa criada em cima do carnaval.25 de outubro de 2012
A Cartomante e o Homem do Futuro
Durante este tempo, eu ainda estava morando próximo à beira do cais, no Recife Antigo, e ainda mantinha a ideia do bem-viver como algo que purificava o espírito. Conservava a alma com a pureza do ar que, naquele tempo, se podia respirar tranquilo. Era noite, o Recife mantinha a calmaria marítima da noite e o cais, obscurecido, era agitado apenas pela passagem dos trabalhadores e visitantes do lugar. Mas algo chamava a atenção: a mulher de cabelos compridos e batom vermelho reluzente sentada no batente próximo ao galpão de carga e descarga. Parecia muito pensativa.
28 de setembro de 2012
Rua da Coragem
Muita coragem me falta neste instante, mas ela sempre está lá. Levanta, senta. Senta, levanta. As mãos apressadas e trêmulas, as roupas molhadas de tanto trabalho em casa: roupas no varal limpas e aromáticas, comida na panela de dar gosto o cheiro do tempero. E o aroma se espalha pela casa afora até atravessar as cortinas e chegar à vizinhança. E muita coragem me falta, menos a ela que está lá sentada em sua cadeira de balanço. E ela estava lá, fim de tarde, sentada em sua cadeira; cachimbo na mão direita, olhar distante e umas baforadas violentas em direção à janela. Devia estar pensando no tempo em que morou na rua da coragem.
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